O grande Mestre sempre ligou o poder do ser humano à palavra do próprio ser humano. Ele ensinou certa vez:

«Pedi e dar-se-vos-á... porque todo aquele que pede recebe.» (Mt. 7, 7-8).

Pedir é uma maneira de usar a palavra. Pedido é palavra.
A palavra expressada em forma de pedido acciona o poder divino imanente no indivíduo.
O resultado é infalível: «Dar-se-vos-á.»
Segundo Jesus, não pode haver verdadeiro pedido sem acontecer a resposta correspondente.
A palavra é o poder criador, que contém o poder materializador. Lembrando aquela passagem
do Mestre:
«Se alguém disser a este monte: sai daqui e lança-te ao mar, e se não duvidar em seu coração, mas crer firmemente na realização da sua palavra – há-de acontecer assim mesmo.» (Mc. 11, 23).


Se alguém disser» – aí está a palavra que detona o poder materializador. Numa outra ocasião, afirmou ele:
«Até agora nada pedistes; pedi e recebereis para que a vossa alegria seja completa.»
(Jo. 16, 24).
Novamente, o recebimento é fruto da palavra. Em Mateus, Jesus reafirma a mesma verdade:

«Tudo o que pedirdes com fé, na oração, alcançá-lo-eis.» (21,22).


PALAVRA É PENSAMENTO





A palavra é o botão que acciona o poder criador mental. Sinônimo de pensamento. 
Toda a palavra é ato criador humano-divino.
A realidade do indivíduo é resultado da sua palavra interior.
A palavra e o pensamento manifestam-se por múltiplos métodos, por exemplo pela fala, pelo desejo, pelo vocábulo, pelo clamor, pela mentalização, pela meditação, pela contemplação, pela imaginação, pelo escrito, por fórmula, pelo canto, pelo gesto, assim por diante. Sempre, porém, há-de ser criação mental, que procede do espírito, que é originário de Deus.


Dizer é acontecer. Pedir é receber.
Falar é fazer. Pensar é poder.
A palavra é o veiculo da fé.




A PALAVRA OCA


Toda a palavra produz a realidade?
Sim, toda a palavra verdadeira.
Porque existem palavras e palavras,
Palavras verdadeiras e falsas.
Palavras substanciais e palavras ocas.
Só produz a realidade a palavra que representa a verdade mental do seu autor.
A palavra falsa não produz a realidade, porque nela não está a verdade do seu autor. Se você diz «eu sou bom», mas acredita que é mau, jamais será bom, porque a sua palavra é falsa.
A palavra oca também não se materializa, uma vez que nela não existe substância. Não existindo a substância da palavra, não existirá a palavra. Por isso, nada acontecerá.
Se você diz, por exemplo, «eu terei uma casa», mas não acredita que seja possível, está a professar a crença de que nunca poderá ter casa: a sua palavra é oca, sem consistência, sem substância, portanto a forma, que é a materialização, não acontecerá. Se não há substância, não haverá forma, não haverá materialização.
Só a verdade mental contém a realidade física.
Palavra oca é apenas casca. A casca, por mais bonita que seja, não produzirá a árvore.

A PALAVRA CAMUFLADA

Existe palavra camuflada?
Sim. É aquela que se esconde sob uma capa diferente. Quando digo palavra camuflada, falo em verdade camuflada. Seja qual for a sua verdade mental, esta realizar-se-á.A verdade camuflada não expressa a verdade mental.
Suponhamos que você tem um cancro no estômago. Na igreja, em casa, em reuniões, faz a oração da cura do estômago. No fundo, porém, você pensa que a doença é incurável, crê ser impossível que uma simples oração possa acabar definitivamente com uma doença de dez anos,resistente a todo o tipo de remédio e tratamento. Neste caso, a sua palavra é de cura, mas a sua verdade camuflada reside na descrença da cura. Esta é a sua verdadeira palavra e não a oração da cura. A sua oração foi oca, sem substância, sem essência, sem verdade. Não podia acontecer.Resultado: prosperará a doença, fruto da sua verdadeira palavra. Repetindo: a sua verdadeira palavra está onde você situar a sua verdade mental. Esta produz sempre resultados. Em tempo: não estou a falar em verdade como identificação entre a palavra e o objecto correspondente. Por exemplo, se digo que esta folha é branca e na realidade ela é branca – estou a dizer uma verdade. Mas aqui não se trata disso.A verdade mental, a que me refiro, é a identificação da sua palavra com a sua crença a respeito dessa palavra. Falo em verdade mental, que não precisa necessariamente de estar de acordo com a realidade física e, no mais das vezes, nem deve.