“Já tentei embarcar nesse expresso um punhado de vezes, Tom. (...) Não consigo chegar a bordo. Sempre que você fala em controlar sentimentos para controlar o que nos acontece isso me parece difícil demais. (...) A minha realidade é sempre a mesma. Nada muda. Meus pés grudam na plataforma.(...) O controle daquilo que se sente me parece surreal.”


Tá!


“Number one”:


As coisas referentes à tua realidade mudam o tempo inteiro e sem parar Se as coisas te parecem iguais é porque teu foco não muda. Pensas sempre as mesma coisas, focas sempre e direto naquilo que vês diante de teu nariz e, por consequência, como não poderia deixar de ser, “vomitas” continuamente o mesmo tipo de realidade pra ti.

As coisas começam a mudar pra gente quando nosso foco emocional é posicionado naquilo que desejamos. E não naquilo que não desejamos mais ver presente em nossa realidade.


Não são teus pés que “grudam” na plataforma e te impedem de vir pra bordo com a gente.


São teus olhos que estão grudados naquilo que vês ao teu redor. E achas tudo tão imutável que te sepultas vivo atrás de paredes de concreto que, em verdade, não existem. São tão sólidas quanto o vento.


“Number two”:


Controlar sentimentos da onde, Criatura???


Aqui a bordo somos uma "explosão nuclear" de sentimentos!!!


De bons sentimentos! De sentimentos que nos fazem bem, que nos fazem crescer, expandir e evoluir!


Este Expresso é um luxuoso "liquidificador" de sentimentos que nos catapultam pra cima!


Não controlamos sentimentos aqui a bordo, Amigo! Priorizamos, isso sim, aqueles sentimentos que nos interessam!


Priorizamos aquilo que nos faz bem, que nos causa prazer e que nos provoca tesão e bem estar!


E como não estás a bordo (ainda) deixa eu te contar um detalhezinho técnico de nosso magnífico Expresso que todos os que já embarcaram já sabem:


Junto aos corredores que ligam um vagão ao outro, há uma espécie de portinhola que é mantida sempre fechada. É uma pequena porta posicionada discreta em um canto, à direita no assoalho, bem próxima à parede.


Há nela uma manivela de abertura. Quando a acionamos, a portinhola abre e conseguimos ver o leito da ferrovia passando por debaixo de nosso Expresso. Trata-se de uma abertura no assoalho!


Assim sendo, Amigo, quando pinta qualquer momento de bobeira – medo, insegurança, etc... - em um de nossos companheiros de viagem, sabe o que fazemos?


Vamos calmamente até um desses “alçapões”, o abrimos e arremessamos tudinho sobre os trilhos! Escutamos, por poucos segundos, as rodas de nosso Expresso triturando a coisa toda, fechamos o compartimento e seguimos pra nossas atividade de lazer a bordo!


Não controlamos sentimentos, direcionamos nosso foco pra aquilo que sabemos que vai trazer a nós realidades satisfatórias!


Assim sendo...


Não nos interprete erroneamente!


Neste Expresso viajam Criadores Intencionais de primeira grandeza que não controlam aquilo que sentem, mas que SENTEM livremente tudo aquilo que desejam sentir.


Feito isso, atentos a nossos sensores internos, escolhemos, selecionamos, depuramos...


E optamos por deixar em nós apenas o melhor.


Tim – tim!