Você já experimentou o prazer de ajudar? É tão gostoso ajudar! Nos faz bem! 
Mas, e quando precisamos de ajuda? Apreciamos e nos sentimos gratos por receber? Nos sentimos bem?
Quantas vezes possuímos uma necessidade e sentimo-nos envergonhados em pedir? Ou se, mesmo sem pedir alguém percebe a nossa necessidade e nos oferece ajuda, aceitamos com gratidão ou continuamos envergonhados como se fosse uma coisa menor pedir ou receber ajuda?
Dar e receber são mãos de uma mesma rua. Ao oferecer estendo a mão e ao receber também!
Dando recebemos o prazer de ajudar e ver alguém feliz, ao recebermos ofertamos esta mesma sensação ao outro.
Somos todos um. Não é? Ao ajudar o outro, recebo ajuda. Ao receber ajuda, ajudo o outro. 
Quando desejamos algo, emitimos uma vibração para atrair nosso objeto de desejo. Esta energia vai de encontro a uma energia de igual teor a fim de realizar este desejo.
Não importa como este desejo vem até nós, ele virá através de um canal que esteja disponível. 
Na maior parte das vezes queremos que este desejo se realize desta ou daquela forma, ou seja, ficamos aguardando a manifestação através de um modo determinado por nós.
Se este canal é providenciado pela nossa vibração, então porque negar ou rejeitar por não ser o canal que determinamos??
Por exemplo, eu quero adquirir um objeto e estou determinado a conseguir o dinheiro para comprá-lo. 

Acontece que subitamente alguém me oferece o tal objeto de presente, e eu digo:

" - Ah, obrigada, não precisa, quando eu puder eu compro". 

Ei, você pediu, recebeu e rejeitou????

Percebe? Fazemos isso porque aprendemos que algo para ter valor, precisa ser obtido através do "nosso" suor, trabalho e esforço.
Não há mais lugar para este tipo de crença nos dias de hoje, onde acreditamos na unidade, onde somos todos um, onde o que um faz afeta o outro.

Ah! Entendi. O que eu faço afeta o outro. Então, devo evitar prejudicar o outro através das minhas ações. Certo. Não prejudico, mas se quiser ajudar ele não permite e vice versa. Qual o sentido disso?
Não há logica em não aceitar ou não pedir ajuda. Devia ser natural receber quando preciso e dar quando posso. Todos nos sentiríamos muito mais amparados e seguros se fosse assim.
A ajuda é atraída por nós, e aqueles que ajudamos também. Não há porque recusar ajudar ou ser ajudado. 
Reflitamos sobre os sentimentos que surgiram ao dar e ao receber algo, ao querer ajudar e esta ajuda ter ou não sido aceita. Como foi? E como será a partir de agora? 
Vamos dar e receber com alegria e gratidão?? 


Mônica Turolla