Uma das encarnações de Mestre Kuthumi foi Francesco Bernardone (1182 – 1226), filho de um mercador de tecidos muito rico, herdou a finura de espírito do pai e o romantismo da mãe. Teve uma juventude agitada e brilhante: participava dos torneios esportivos em Assis e sempre se destacava. Por volta dos 20 anos passou a interessar-se pela religião. Vai preso (foi o primeiro a questionar o capitalismo), fica doente, ocasião em que começa a ter visões. Ao sair da prisão doa todos os seus bens e começa a esmolar (certa ocasião um leproso lhe pede uma caridade e Francesco sente repugnância, mas vencendo o próprio sentimento, oferece a sua esmola e ainda beija-lhe a mão).

Envergonhado o Pai vai aconselhar-se com o Bispo que sugere exigir de volta todo o dinheiro que o filho havia dado aos pobres. Feito isso e não tendo mais nada, tira a roupa do corpo dizendo que era apenas o que possuía e que daí em diante não mais diria pai Bernardone e sim Pai Nosso que está no céu.
Alguns amigos o acompanharam nesse novo modo de vida, que foi o começo da Primeira Ordem Franciscana. Dois anos depois, uma jovem de nome Clara junto com algumas amigas também uniram-se a ele quando foi fundada a Segunda Ordem Franciscana ou Ordem das Clarissas. Tempos depois esse grupo possuía mais de 5 mil frades e também a Terceira Ordem Franciscana.
Jamais alguém se irmanou mais do que Francisco de Assis com o sol, a Lua, as Estrelas, as flores, os animais e pássaros, com os quais conversava. Foi dele a ideia de comemorar o Natal em torno do presépio.

Heloisa Lassalvia